Bài giảng

Assunto 22: O Evangelho segundo LUCAS

[Capítulo 15-4] Devemos Deixar Nossa Própria Justiça e Conhecer a Justiça de Deus (Lucas 15:11-32)

Devemos Deixar Nossa Própria Justiça e Conhecer a Justiça de Deus(Lucas 15:11-32)
“E disse: ‘Um certo homem tinha dois filhos. E o mais moço deles disse ao pai: ‘Pai, dá-me a parte da fazenda que me pertence.’ E ele repartiu por eles a fazenda. E, poucos dias depois, o filho mais novo, ajuntando tudo, partiu para uma terra longínqua e ali desperdiçou a sua fazenda, vivendo dissolutamente. E, havendo ele gastado tudo, houve naquela terra uma grande fome, e começou a padecer necessidades. E foi e chegou-se a um dos cidadãos daquela terra, o qual o mandou para os seus campos a apascentar porcos. E desejava encher o seu estômago com as bolotas que os porcos comiam, e ninguém lhe dava nada. E, caindo em si, disse: Quantos trabalhadores de meu pai têm abundância de pão, e eu aqui pereço de fome! Levantar-me-ei, e irei ter com meu pai, e dir-lhe-ei: Pai, pequei contra o céu e perante ti. Já não sou digno de ser chamado teu filho; faze-me como um dos teus trabalhadores. E, levantando-se, foi para seu pai; e, quando ainda estava longe, viu-o seu pai, e se moveu de íntima compaixão, e, correndo, lançou-se-lhe ao pescoço, e o beijou. E o filho lhe disse: Pai, pequei contra o céu e perante ti e já não sou digno de ser chamado teu filho. Mas o pai disse aos seus servos: Trazei depressa a melhor roupa, e vesti-lho, e ponde-lhe um anel na mão e sandálias nos pés, e trazei o bezerro cevado, e matai-o; e comamos e alegremo-nos, porque este meu filho estava morto e reviveu; tinha-se perdido e foi achado. E começaram a alegrar-se. E o seu filho mais velho estava no campo; e, quando veio e chegou perto de casa, ouviu a música e as danças. E, chamando um dos servos, perguntou-lhe que era aquilo. E ele lhe disse: ‘Veio teu irmão; e teu pai matou o bezerro cevado, porque o recebeu são e salvo. Mas ele se indignou e não queria entrar. E, saindo o pai, instava com ele.’ Mas, respondendo ele, disse ao pai: ‘Eis que te sirvo há tantos anos, sem nunca transgredir o teu mandamento, e nunca me deste um cabrito para alegrar-me com os meus amigos. Vindo, porém, este teu filho, que desperdiçou a tua fazenda com as meretrizes, mataste-lhe o bezerro cevado.’ E ele lhe disse: ‘Filho, tu sempre estás comigo, e todas as minhas coisas são tuas. Mas era justo alegrarmo-nos e regozijarmo-nos, porque este teu irmão estava morto e reviveu; tinha-se perdido e foi achado.’”
 
 

Aos Olhos de Deus, o Pior Mal no Ser Humano é Tentar Estabelecer Sua Própria Justiça

 
Há dois tipos de filhos no texto acima, em Lucas 15:11-32. O filho mais novo pediu ao seu pai que lhe desse sua herança adiantado, no que ele dividiu sua riqueza e deu ao seu filho. Ele foi embora então, gastou tudo que tinha, se arrependeu e voltou para a casa de seu pai.
Vamos ver o que a Bíblia diz que aconteceu quando o filho pródigo voltou: “‘Levantar-me-ei, e irei ter com meu pai, e dir-lhe-ei: ‘Pai, pequei contra o céu e perante ti. Já não sou digno de ser chamado teu filho; faze-me como um dos teus trabalhadores.’’ E, levantando-se, foi para seu pai; e, quando ainda estava longe, viu-o seu pai, e se moveu de íntima compaixão, e, correndo, lançou-se-lhe ao pescoço, e o beijou. E o filho lhe disse: ‘Pai, pequei contra o céu e perante ti e já não sou digno de ser chamado teu filho.’ Mas o pai disse aos seus servos: ‘Trazei depressa a melhor roupa, e vesti-lho, e ponde-lhe um anel na mão e sandálias nos pés, e trazei o bezerro cevado, e matai-o; e comamos e alegremo-nos, porque este meu filho estava morto e reviveu; tinha-se perdido e foi achado.’ E começaram a alegrar-se.” Esta é a Palavra de Deus para nós hoje.
Quando o filho mais novo voltou para casa depois de sair pelo mundo, desperdiçar todos os seus bens e levar uma vida dissoluta, seu pai o recebeu de braços abertos. E ele não apenas aceitou seu filho de volta, mas também lhe vestiu com a melhor roupa, pôs um anel em seu dedo e sandálias em seus pés, matou um bezerro e fez uma grande festa.
Como o outro filho, que não tinha ido embora e ficou com seu pai, reagiu a isso? Está escrito dos versículos 25 a 28: “E o seu filho mais velho estava no campo; e, quando veio e chegou perto de casa, ouviu a música e as danças. E, chamando um dos servos, perguntou-lhe que era aquilo. E ele lhe disse: Veio teu irmão; e teu pai matou o bezerro cevado, porque o recebeu são e salvo. Mas ele se indignou e não queria entrar.” Como diz o texto, o filho mais velho não gostou de seu pai ter feito uma festa para celebrar a volta do seu irmão. Está escrito que, ao contrário, ele ficou muito indignado.
Qual o significado do texto bíblico deste capítulo? Dos dois filhos, o primeiro era o mais ligado ao seu pai. Esta é a verdade que o Senhor quer nos ensinar como esta parábola.
Qual é de fato o nosso grande problema? Qual é o maior problema do homem aos olhos de Deus? É que todos têm sua própria justiça. O maior problema tanto dos que nasceram de novo como dos que não nasceram é que eles exaltam mais a sua própria justiça do que a justiça de Deus. Nós sabemos que se quisermos seguir o Senhor, temos que deixar nossa própria justiça. Só poderemos seguir a justiça do Deus Todo-Poderoso se nossa própria justiça for totalmente eliminada.
Que tipo de pessoas são os que receberam de Deus a salvação da remissão de pecados e também o abençoado dom da salvação? São aqueles que não têm justiça própria. E não ter justiça própria significa ser totalmente destituído de retidão própria. Os que não se apegam à sua própria justiça, bondade, determinação, mérito e habilidades foram salvos por Deus. No entanto, os que acham que são inteligentes, merecedores, bons, virtuosos e não têm pecado jamais poderão receber a salvação de Deus. Ao invés de serem salvos por Deus, eles na verdade querem desafiá-lo. “Deus, vamos competir para ver quem é mais alto e melhor. Vamos ver se tu és mesmo mais virtuoso, sábio e melhor do que eu.” É assim que aqueles que exaltam sua própria justiça querem se comparar com Deus e desafiá-lo.
 
 

Como o Filho Pródigo, Os que Deixaram Sua Própria Justiça Foram Vestidos com a Graça da Salvação Dada por Deus

 
O filho pródigo do texto bíblico deste capítulo perdeu tudo. Ele foi embora e desperdiçou toda a herança que recebeu de seu pai. E embora tenha tentado sobreviver por si mesmo depois, ele não conseguiu. Ele conseguiu um emprego como empregado de alguém para alimentar porcos e sobrevivia com as bolotas que os porcos comiam, mas como não conseguiu nem fazer este trabalho, ele acabou sendo demitido. Em Lucas capítulo 15, Deus está dizendo que suas bênçãos são para os que não podem viver sem ele, que são destituídos de toda justiça espiritual perante ele, e que são totalmente pecadores. Em outras palavras, os que são um com Deus são justamente aqueles que deixaram sua própria justiça, se vestiram do seu amor e da sua salvação, fizeram sua obra e foram aprovados por ele como um povo justo e abençoado que receberá suas bênçãos.
Qual a verdadeira razão de tantos neste mundo se oporem a Deus e não crerem em Jesus Cristo, que apagou todos os seus pecados, como seu Salvador? É porque eles estão cheios da sua própria justiça, virtudes e méritos. Mas aqueles que rejeitam sua própria justiça e virtudes não têm outra escolha senão crer no Salvador Jesus Cristo.
Jesus Cristo, o próprio Deus, veio a essa terra encarnado como um homem como o Salvador dos pecadores e levou todos os nossos pecados ao ser batizado aos 30 anos. Ele levou todos os pecados do mundo à cruz, morreu crucificado, e assim foi condenado em nosso lugar. Jesus Cristo então ressuscitou dos mortos ao terceiro dia, se tornando assim o Senhor da salvação de todos que creem nele como o Deus da salvação. Está muito claro que esta é a obra da salvação de Deus. Não há razão para não crermos. E nem precisamos hesitar, esperar ou desistir. Como uma garotinha que espera ansiosa pelo presente de aniversário de seu pai, tudo que temos a fazer é aceitar esta salvação que Jesus Cristo cumpriu por nós apagando todos os nossos pecados e nos livrando deles.
Mas por que temos que fazer isso? Porque nós homens não temos nenhuma justiça, nenhum mérito, nenhuma virtude, nenhuma bondade. Muito pelo contrário, tudo que temos são falhas e imperfeições. É por isso que devemos crer na salvação realizada pelo Senhor com seu batismo e seu sangue na cruz. É só por este processo que podemos realmente ser salvos.
Jesus levou todos os nossos pecados ao vir a essa terra e ser batizado por João. Através deste batismo que recebeu no rio Jordão, nosso Senhor, o Deus da salvação, levou sobre si todos os nossos pecados–todos os pecados que cometemos desde que nascemos e os que cometeremos até morrermos; desde o berço até o túmulo. Foi assim que o Senhor levou todos os nossos pecados ao ser batizado. Ele levou estes pecados até a cruz e morreu por nós. A verdadeira salvação e a verdadeira fé consistem em crer nisso.
Como foi que Jesus apagou todos os nossos pecados, seus pecados e maldições? Como foi que ele nos salvou do pecado? Ao ser batizado por João Batista, o representante da humanidade, Jesus levou todos os nossos pecados; e ao morrer crucificado, ele foi condenado em nosso lugar. Além disso, para nos trazer de volta à vida de uma forma perfeita, ele ressuscitou dos mortos, completando assim a nossa salvação. Jesus se tornou o Deus da salvação de todos que deixaram sua própria justiça e seus próprios méritos, dos que creem nele como seu Deus e Salvador.
Na verdade, Jesus Cristo salvou os que deixaram sua própria justiça e seus próprios méritos, que reconhecem que são falhos, e entendem que são pecadores que deveriam ir para o inferno. Foi para salvar justamente estes que o Senhor veio a essa terra. Deus veio a essa terra não para salvar aqueles cuja vida era virtuosa, reta e justa, que dedicam sua vida ao máximo para ajudar os outros. Não foi para abençoar estas pessoas que Jesus Cristo veio. Ao contrário, ele veio a essa terra para salvar do pecado os que reconhecem que são pecadores, imperfeitos e fracos, para abençoar estas pessoas e apagar seus pecados. De acordo com a vontade de Deus, Jesus nos salvou de uma forma perfeita e nos tornou seus filhos amados.
O Senhor recebeu todos os nossos pecados ao ser batizado, e ao ser pregado pelos pés e pelas mãos, ele derramou todo o seu sangue e morreu por nós. O próprio Deus Todo-Poderoso veio a essa terra encarnado e foi batizado por João Batista para apagar todos os nossos pecados. E ele tirou mesmo todos estes pecados ao ser batizado. Foi assim que o Senhor nos salvou.
Aqueles que deixaram sua própria justiça aceitam Jesus como seu Salvador. Melhor dizendo, os que não possuem mais suas próprias virtudes é que aceitam Jesus como seu Deus e seu Salvador. Mas e aqueles que se consideram bons, virtuosos e justos? Para estes é difícil aceitar a salvação de Jesus. Eles não conseguem aceitá-la e também se voltam contra ela. É assim que eles pensam: “Eu prefiro crer na força do meu braço a crer em Jesus. Eu prefiro crer no meu coração a crer em Jesus. Eu prefiro crer nas minhas boas obras, na minha mente e nos meus atos de justiça. Eu prefiro crer em mim mesmo.” Estas pessoas acabam rejeitando Jesus por sua maneira errada de pensar.
 
 

Você Se Acha Digno de Alguma Coisa?

 
Nós não somos dignos de nada mesmo, espiritualmente falando. Mas não é verdade que achamos que somos virtuosos e bons, que podemos ser salvos e que merecemos a bênção de Deus? Este modo de pensar não passa de uma ilusão humana. Quando vemos nossa imagem refletida pela Palavra de Deus, o que aparece é algo totalmente contrário ao que pensamos.
Dos dois filhos citados no texto bíblico deste capítulo: o primeiro parecia ser um bom filho; ele cuidava dos negócios de seu pai, o ajudava e não fazia nada de errado. Mas e o outro filho? Ele pediu ao seu pai sua parte da herança, foi embora e desperdiçou tudo. Não conseguindo achar um bom emprego, ele acabou tendo um trabalho miserável de alimentar porcos e se alimentar com suas bolotas. Ele não tinha mais nada para comer porque havia uma grande fome naquela época. E o que é pior, ele foi demitido deste emprego. O patrão o demitiu e disse: “Por que você está comendo as bolotas dos porcos? Se eu soubesse nem teria te contratado.” O que ele fez então? Já que não tinha como viver naquela terra estranha, ele voltou para seu pai, para Deus. Ele se arrependeu do fundo do seu coração e disse: “Meu pai tem muitos servos e trabalhadores, e todos eles têm muito do que comer. Mas eu o deixei e agora estou aqui morrendo de fome. Eu vou voltar e dizer ao meu pai: “Pai, eu estou tão envergonhado que não sou digno de ser chamado seu filho. Faze-me como um dos teus trabalhadores.” Depois de se arrepender do seu erro, ele voltou para seu pai. Seu coração mudou.
Como o pai do filho pródigo reagiu quando ele voltou para casa? Ele olhou pela janela e viu seu filho voltando. Com o coração cheio de alegria, ele foi correndo ao seu encontro sem nem mesmo calçar as sandálias e gritou: “Meu filho!” O filho nem conseguia olhar para seu pai de tanta vergonha, mas ele o tomou em seus braços, beijou seu rosto ainda sujo com a comida dos porcos, o abraçou bem forte, o recebeu com alegria e disse: “Meu filho, eu estou tão feliz por você ter voltado.”
Ele então mandou tirar os trapos com que seu filho estava vestido e disse aos seus servos: “Joguem fora estes trapos. Tragam a melhor roupa da minha casa e o vistam com ela. Calcem-no com as melhores sandálias também. Este é verdadeiramente meu filho. Coloquem então um anel no dedo dele como sinal de que ele é meu filho. Matem um bezerro. Toquem música. Reúnam todos da cidade e façam uma grande festa.”
O que isso significa, amados irmãos? Que os sofrimentos que temos em nossa vida–ou seja, nascer de novo, ficar velho, cair enfermo e morrer–são permitidos por Deus para que retornemos para ele. É tudo obra de Deus o fato de as pessoas passarem por lutas e dificuldades nessa terra, não realizarem seus desejos e verem tudo se voltando contra elas. Em outras palavras, a obra de Deus foi elaborada para que todos nós voltemos para ele. Veja o texto bíblico deste capítulo. Houve uma fome na terra para onde foi o filho pródigo e ele foi forçado a sobreviver cuidando de porcos; mas ele acabou sendo demitido. O que vocês acham que aconteceu depois? Ele voltou para a casa do seu pai, como é desejo de Deus que todos nós voltemos para ele.
Se o filho pródigo tivesse encontrado um bom emprego e prosperado na terra, ele nunca teria voltado para seu pai. Foi por isso que Deus levou a fome àquele país e fê-lo trabalhar com porcos. Ele também fez seu patrão demiti-lo. E ao fazer isso, Deus fez com que o filho pródigo voltasse para casa. E o que isso significa, amados irmãos? Que a vontade do Pai para nós é que sejamos vestidos com as melhores roupas, calcemos as melhores sandálias, usamos os melhores anéis, tenhamos uma festa e comida abundante no seu reino, a fim de que possamos viver ali para sempre e desfrutar de toda a sua glória sendo honrados por Deus.
Na verdade, todos os nossos sofrimentos e fraquezas são permitidos por Deus. É por isso que a salvação do Senhor só pode ser recebida por aqueles que creem em Jesus como seu Salvador. Nós cremos que o Senhor recebeu todos os nossos pecados ao ser batizado, morreu na cruz e assim nos salvou, que ele nos salvou de um modo perfeito com a água e o sangue. Jamais se esqueçam que foi assim que Jesus nos salvou.
Amados irmãos, como fomos salvos dos nossos pecados? Nós fomos salvos pela fé, crendo que Jesus veio a essa terra, foi batizado, morreu na cruz e ao terceiro dia ressuscitou dos mortos. E como podemos ser justos crendo em Jesus? Como podemos não ter mais nenhum pecado? Como foi que nós, que éramos todos pecadores, nos tornamos justos? Tudo isso só foi possível porque todos os nossos pecados foram passados para Jesus quando ele foi batizado por João Batista. Nosso Senhor levou mesmo todos os nossos pecados. É por isso que agora não temos mais nenhum pecado e somos justos.
 
 

Que Tipo de Pessoas Podem Ser Salvas Crendo na Justiça de Deus?

 
Que tipo de pessoas Deus aceitou como seus filhos? Os que reconhecem seus pecados perante ele e desejam crer na sua justiça; os que creem em Jesus como seu Salvador, assim como o seu batismo e no seu sangue na cruz; os que creem que Jesus levou todos os seus pecados ao ser batizado; os que creem que ele foi condenado na cruz em seu lugar–são estes que Deus aceita como seus filhos. Como diz a Palavra de Deus: “Mas a todos quantos o receberam deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus: aos que crêem no seu nome.” Deus deu mesmo tudo àqueles que possuem a verdadeira fé.
Nós não fomos salvos porque tínhamos uma vida reta e justa. Nós alcançamos a verdadeira salvação porque aceitamos a salvação de Cristo Jesus em nosso coração e cremos nela. Em outras palavras, os que são falhos neste mundo como o filho pródigo é que podem receber a abençoada salvação de Deus. Que tipo de pessoa você é então? Você é como o filho mais novo ou o mais velho? Se você acha que se parece mais com o mais velho, você precisa voltar para Deus então. Você precisa entender quem realmente é e reconhecer que em você não há de fato nenhuma virtude, retidão ou bondade. Então você tem que crer que Jesus Cristo levou sobre si todos os seus pecados ao ser batizado. Por fim, você também tem que crer que ele foi condenado por todos os seus pecados na cruz em seu lugar. Só assim você poderá receber a verdadeira salvação de Jesus.
Qual o maior problema então daqueles que receberam a remissão de pecados crendo em Jesus? É que embora tenham sido salvos crendo na justiça do Senhor e na sua salvação, eles acham que possuem virtudes que excedem as de Jesus. Nós recebemos a remissão de pecados crendo em Jesus Cristo, na água e no sangue. É pelo poder do Senhor, e não pelo nosso próprio poder que recebemos esta bênção. Então qual é o nosso maior problema, de todos nós que recebemos a remissão de pecados? Lembre-se bem disso: nosso maior problema é a nossa própria justiça. Quando achamos que há alguma justiça em nós, alguma bondade, alguma virtude e daí por diante, aí é que está nosso maior problema. E este também é um grande problema para Deus.
Os que acham que são muito retos e justos tendem a julgar os outros. E eles julgam as pessoas assim: “Este aí é assim e assado; aquele outro é assim e assado.” Os que se consideram justos impõem seu padrão aos outros e dizem: “Por que esta igreja é assim? Por que o culto é feito no primeiro andar? Eu queria que eles fizessem diferente na hora do culto.” Melhor dizendo, eles julgam tudo segundo os seus padrões e querem que tudo seja feito à sua maneira.
Mas o que vai acontecer com estas pessoas no final? Já que elas estão cheias da sua própria justiça, que excedem muito a de Jesus, elas acabarão se exaltando mais do que ele e dirão: “Eu fiz isso e aquilo; eu sou muito bom; eu é que estou certo.” E já que se gloriam tanto com o que fazem, será impossível eles se gloriarem no Senhor. E já que estão cheios de orgulho e da sua própria justiça, eles acabarão deixando a igreja fundada por Jesus Cristo. Por que isso vai acontecer? Porque eles acham que sabem mais do que os outros; e é por isso que eles deixarão a igreja dizendo: “Se fosse eu não faria isso. Eu nunca faria algo assim. Eu faria outra coisa. Na verdade, eu vou seguir meu caminho.” Em outras palavras, eles se acham tão justos que acabam tragicamente deixando a igreja.
Quem mais devemos temer ao longo da nossa vida de fé? Os que veem tudo por um lado legalista. Eu vou dar um exemplo. Enquanto anda pela rua, um rapaz convertido vê uma lata vazia no chão. Se ele gosta de futebol, esta lata pode parecer uma bola para ele. Quem gosta de futebol às vezes acha até que uma pedra é uma bola. Ele então começa a driblar com a lata, como se fosse uma bola, e a chuta para bem longe. Mas é claro que ela acaba tomando a direção errada. Então quando a lata quebra a janela de alguém, ele pega sua mochila e sai correndo. O dono da casa vem para fora e pergunta: “Quem fez isso?” E outros garotos acabam levando a culpa.
O que os irmãos novos convertidos pensariam se vissem esta cena? Eles julgaram o rapaz, pensando: “Ele é alguém que se converteu, mas mesmo assim fugiu quando quebrou a janela. Como ele pode fazer isso, já que foi salvo e não tem pecado?” E quando veem alguém que foi salvo jogando lixo no chão, eles pensam assim: “Como alguém que foi remido pode ser tão mal educado? Já que eu não faço estas coisas, como pode uma pessoa que foi salva muito antes de mim agir assim?”
O que isso quer dizer? Que eles estão olhando para suas próprias virtudes. É por isso que devemos ter mais aqueles que nasceram de novo há pouco tempo. Temos que ter cuidado com eles porque eles agem assim. E já que temos que ser exemplo sempre, imagine como é difícil fazer isso.
Nós não temos medo dos que receberam a remissão de pecados há muito tempo. Por outro lado, ficamos intimidados quando estamos junto àqueles que a receberam há pouco tempo. E não ficamos intimidados porque eles são fisicamente fortes ou cheios de vigor, mas porque pensamos: “Eu tenho certeza que eles têm seus próprios padrões, mas eu, por exemplo, vou me sentir muito mal se jogar lixo no chão.”
Passado algum tempo depois que recebemos a remissão de pecados, muitas das nossas falhas e fraquezas são expostas em nossa vida de fé; e isso nos faz menos críticos. Não julgamos mais nossos irmãos e reconhecemos: “Eu sou tão errado como eles.” Em outras palavras, não podemos julgar os outros por suas falhas segundo nossa maneira de pensar. Mas e aqueles irmãos que acabaram de receber a remissão de pecados? Eles é que julgam os outros. E o que significa julgar aqui? Significa se gloriar das suas próprias virtudes. É claro que as nossas virtudes não podem se comparar às de Jesus, porém alguns acham que são mais virtuosos do que aqueles que foram salvos antes deles. E por se acharem mais virtuosos do que os outros, eles julgam as pessoas segundo suas virtudes; e por julgarem os outros assim, eles não mostram nenhum respeito pelas pessoas.
Amados irmãos, eu também fazia isso quando recebi a remissão de pecados, reconheci minha verdadeira natureza e confessei: “Senhor, eu sou um pecador sem valor.” Mas qual é a verdade? Nós sabemos tudo mesmo sobre nosso eu pecador quando recebemos a remissão de pecados? Não, claro que não. Quando recebemos a remissão de pecados tudo que admitimos se limita à nossa própria experiência e só reconhecemos o que a Palavra diz sobre nossos pecados literalmente. Portanto, após recebermos a remissão de pecados, temos que entender que somos menos dignos do que quando nos convertemos a Jesus e descobrimos nosso verdadeiro eu. Só assim podemos entender que não há nenhuma justiça em nós. É aí então que podemos nos gloriar em Jesus, no seu batismo e no seu sangue na cruz. Nos orgulhamos deste evangelho toda vez que abrimos nossos lábios, pois somos o povo da fé que se orgulha dele toda vez que ele é pregado. Aí então é que podemos nos alegrar e ser felizes em nossa vida, apesar das nossas falhas e fraquezas.
Isso quer dizer então que só podemos nos regozijar e nos gloriar neste evangelho quando entendemos claramente que não há nenhuma justiça em nós. Mas e aqueles que se acham justos e cheios de virtudes? Eles não se importam em pregar o evangelho. Ao contrário, eles só querem manter suas próprias virtudes, temerosos de que sua justiça e bondade sejam tiradas deles.
Amados irmãos, devemos ser sempre gratos a Deus em nossa vida. Embora sejamos falhos, o Senhor nos salvou ao vir a essa terra, sendo batizado e derramando seu sangue até morrer na cruz. Todos nós temos que ser gratos pelo Senhor ter salvado pecadores como nós. Não são os perfeitos, mas os imperfeitos, que o Senhor salvou; e é por isso que todos nós somos muito gratos a ele. E esta gratidão deve sempre fazer parte da nossa vida.
Ao lermos o capítulo 10 de Romanos, vemos o apóstolo Paulo dizendo ao povo de Israel: “Porquanto, não conhecendo a justiça de Deus e procurando estabelecer a sua própria justiça, não se sujeitaram à justiça de Deus” (Romanos 10:3). Deus repreende os israelitas nesse texto por tentar estabelecer sua própria justiça. Na verdade, ele quer que exaltemos a sua justiça. Ele quer que anulemos a justiça do homem. Deus deseja que sua justiça seja proclamada, não a justiça do homem.
 
 

O Evangelho da Água e do Espírito é a Própria Justiça de Deus

 
Qual é a essência da justiça de Deus? É a água e o sangue; o evangelho da água e do Espírito. Foi esta salvação da água e do sangue que nos salvou e a todos neste mundo do pecado. Esta é a justiça de Deus. O que Deus quer de toda a terra e de cada um de nós? Ele quer que proclamemos sua justiça!
Nosso Senhor nos salvou com a água e o sangue. E este Senhor quer que não tenhamos mais pecado, que entremos no céu, que sejamos seu povo e façamos sua obra de justiça. Ele quer que anunciemos sua justiça. O que Deus quer de você e de mim, resumindo, é que exaltemos sua justiça, a glorifiquemos, a anunciemos e sirvamos a ela.
Todos nós temos que entender claramente que Deus quer anular a justiça do homem, exaltar sua própria justiça e pregá-la. Temos que crer nisso. Nós seres humanos não temos outra coisa a dizer senão: “Jesus me tornou sem pecado com a água e o sangue. Ele fez de mim alguém sem pecado. Eu não tenho pecado. O Senhor me salvou com a água e o sangue. E eu não tenho pecado porque creio na água e no sangue.” Não temos outra escolha senão sermos gratos a Deus por isso e darmos a ele toda a glória. É só isso que temos a fazer. Isso quer dizer que não há nada neste mundo mais digno de ser exaltado do que a justiça de Deus.
O filho pródigo do texto bíblico deste capítulo voltou para o seu pai depois de desperdiçar tudo o que tinha. Ele disse ao seu pai: “Eu não sou digno de ser chamado seu filho. faze-me como um dos teus trabalhadores.” Segundo o contexto desta passagem bíblica, podemos deduzir que este filho pródigo se tornou um trabalhador fiel do seu pai quando voltou para casa. E eu não tenho dúvida que ele passou a zelar pela obra de seu pai como se fosse sua própria obra, ao invés de desperdiçá-la e dizer com arrogância: “Eu sou o filho do senhor dessas terras.”
Mas como o outro filho reagiu? Ele ficou furioso. Seu coração ficou descontente e ele pensou: “Eu tenho servido a meu pai todos estes anos e nunca o desobedeci, mesmo assim ele nunca me deu um cabrito para me alegrar. Como pode ele então fazer uma festa para meu irmão, que fugiu de casa, só porque ele voltou?” Ele estava tão magoado que seu rosto ficou vermelho de tanta raiva quando olhou para seu irmão. Seu pai disse a ele então: “Por que você está tão magoado, já que tudo que eu tenho é seu? Não é justo nos alegrarmos e regozijarmos, pois seu irmão estava morto e agora reviveu, ele estava perdido e agora se encontrou?”
O que isso quer dizer? O filho mais velho trabalhou como servo a vida toda na casa de seu pai. Mas ele estava cheio da sua própria justiça. E o fato de ele ter pensando em tudo que havia feito para seu pai demonstra como ele se achava justo. Em outras palavras, ele estava cheio da sua própria virtude e retidão. Seu irmão, ao contrário, se arrependeu e voltou para casa de coração aberto, pronto para começar uma nova vida. Mas seu irmão ficou irado ao invés de se alegrar com isso.
 
 

O Filho Mais Velho Se Achava Muito Justo

 
Como foi que o pai do filho mais velho se sentiu quando este se irou e despejou toda a sua frustração sobre seu irmão mais novo? Ele teve paz no seu coração com isso? Será que ele ficou feliz? Se seu pai se alegrasse, seu filho se alegraria com ele. Mas o filho mais novo não estava morto e reviveu, não estava perdido e foi achado? O filho mais velho devia ter ficado feliz com a volta do seu irmão independente do passado, já que ele estava morto mas agora reviveu. Mas ele não ficou feliz porque se achava muito justo.
Amados irmãos, todos nós somos felizes agora porque recebemos a remissão de pecados e fomos salvos. Mas agora que fomos salvos, que tipo de pessoas nós somos? Se tivéssemos muitas virtudes como o filho mais velho aqui, certamente teríamos deixado a Casa de Deus. Desta vez seria o filho mais velho que iria embora, e não o caçula. Mas qual a razão disso? É que o filho mais velho achava que seu pai estava errado. O que Deus quer de todos nós que fomos salvos é que deixemos nossa própria virtude, bondade e justiça. Ele quer que façamos a seguinte confissão: “Não existe bem algum em mim e nenhuma justiça. E se existe algo para eu ser grato, para eu me gloriar é que o Senhor apagou meus pecados com a água e seu sangue.” Esta é a confissão que o Senhor quer ouvir de nós. Vocês estão entendendo?
Nosso maior tesouro é a salvação pela qual o Senhor apagou todos os nossos pecados. Isso é o que nos dá mais orgulho. E o Senhor quer que sejamos este povo de fé. Ele quer que glorifiquemos o evangelho de Jesus Cristo, que sirvamos a ele, o adoremos em qualquer circunstância, vivamos para ele, o exaltemos e preguemos, creiamos somente na justiça de Deus, entendendo que não há nenhuma justiça em nós, e sigamos e sirvamos a justiça de Deus apenas.
Na verdade, nosso Deus só se agrada dos que exaltam sua justiça, creem nela, a glorificam e se orgulham dela. São estes cujo coração é um só com Deus. Eu não estou dizendo aqui que você está fazendo algo errado. Ao contrário, estou explicando que tipo de pessoas devemos ser perante Deus. Nós acabamos nos desviando quando nos exaltamos como o filho mais velho do texto bíblico deste capítulo. Embora ele tenha vivido muito tempo com seu pai, seu coração não era um com ele.
Eu já cheguei a pensar que era um homem perfeito ao longo da minha vida de fé, como o filho mais velho pensava, e por isso não tolerava ninguém que fosse pior do que eu. Para ser sincero, todos têm um alto conceito de si mesmos e pensam assim: “Eu sou justo, bom, virtuoso. Eu sou mesmo um homem de retidão.” Mas se deixarmos estes pensamentos tomar conta de nós, acabaremos desprezando todos que são falhos e não justos e virtuosos como nós. Vamos ignorá-los e desprezá-los como se eles não fossem nem seres humanos.
Mas o que acontece quando reconhecemos diante de Deus que somos fracos e falhos? Por mais que sejamos merecedores ou não, nós respeitaremos a todos, contanto que eles tenham aceitado o evangelho e se tornado justos. Contando que nossos irmãos tenham recebido a remissão de pecados e vivam para o Senhor, temos que tratá-los como se fossem mais preciosos do que nós mesmos. Assim os respeitaremos mais que a nós. Os que deixaram suas próprias virtudes perante Deus sempre reconhecem como seus irmãos são preciosos.
Mas e aqueles que se acham muito justos e santos perante Deus? Se não reconhecermos nossas falhas e acharmos que somos muito santos, nós acabaremos desprezando todo mundo. Amados irmãos, Deus quer que exaltemos somente a ele. Jesus Cristo quer que nos gloriemos no evangelho que apagou todos os pecados deste mundo. Este evangelho é mais valioso do que tudo. Não há nada no coração dos remidos mais precioso do que isso. Ele é mais valioso do que a pérola e o diamante mais precioso.
Não foi o evangelho do Senhor que nos fez pessoas sem pecado? E o propósito dele não é este? O que pode haver de mais valioso do que isso? O famoso hino “Rocha Eterna, Meu Refúgio” diz na terceira estrofe:
“Eu não trago nada em minhas mãos,
Só para subir à cruz,
Nu vou até a ti para ser vestido,
Indefeso busco a tua graça,
Falho voo em direção à fonte,
Purifica-me Senhor, ou eu morro.”
Vemos assim que os que deixaram sua própria justiça agora podem ser salvos graças a Deus. E se ainda há alguma justiça em nós é só porque o Senhor purificou todos os nossos pecados com a água e o sangue, nos fez pessoas sem pecado e salvou a todos nós. A única justiça que temos é a justiça do Senhor. Se ainda há ainda justiça em nós e se ainda fazemos algo certo é só porque aceitamos o evangelho do Senhor em nosso coração. Se alguém pedir para mostrarmos nossas virtudes, a única coisa que podemos dizer é isso: “O Senhor me salvou. Ele me fez alguém sem pecado. Eu não tenho pecado. O Senhor me salvou com a água e o sangue.”
Nossos braços fortes, pernas robustas, rosto bonito, inteligência, bondade, virtude e obediência à Palavra de Deus–nada disso é motivo para nos gloriarmos. Na verdade, não há nada em nós do que nos gloriarmos. Amados irmãos, a vida não é nada, assim como a beleza física também não significa nada. Nossa pele só é lisa quando somos jovens; veja o que acontece quando ficamos mais velhos. Nossa pele fica toda enrugada; fica tão seca que temos que usar creme hidratante. Melhor dizendo, a beleza humana desaparece com o tempo. Os feitos do homem não são nada, se perdem cada vez mais com o passar do tempo, e sua virtude também é insignificante. Por mais que tenhamos tido uma vida virtuosa até hoje, se não conseguirmos manter a menor delas no futuro, todas as coisas que conseguirmos se tornarão obsoletas.
Amados irmãos, nós não temos nada além da salvação do Senhor. Alguns de vocês podem até pensar: “Meu Deus, toda vez que o pastor Jong abre a boca ele fala da água e do sangue. Quantos anos eu tenho ouvido isso! Eu tenho ouvido ele falar a mesma coisa por mais de dez anos. Mas ele continua falando sobre isso. Será que ele não se cansa?” Só que eu não me canso de pregar o evangelho da água e do Espírito. Ao contrário, eu vou pregar este evangelho até morrer. Isso porque eu não tenho nada com que me gloriar a não ser com a água e o sangue do Senhor.
O que temos para nos gloriarmos, afinal? Será que eu tenho que vir aqui contar o que eu fiz semana passada, me gloriar por ter visitado orfanatos e asilos, e doado cinquenta caixas de macarrão para eles? Não, não é isso que eu tenho que pregar. Na verdade, eu não tenho do que me gloriar. E já que é assim, do que eu devo me gloriar quando venho para a Igreja de Deus? Eu tenho que me gloriar das pessoas? Não há nada mais com que me gloriar do que com isso: “Jesus fez com que eu não tenha mais pecado. Então, crentes como eu e vocês não temos mais pecado. Nós não temos pecado algum e somos mais alvos que a neve. Somos puros e sem mancha alguma.” Isso porque esta remissão de pecados, da água e do sangue, é a derradeira salvação, porque esta justiça de Deus é imutável.
Dos dois filhos citados no texto bíblico deste capítulo, temos que atentar para o segundo, que foi para o mundo mas depois voltou para Deus. Este filho pródigo reconheceu sua total falta de virtude, voltou para seu pai, uniu seu coração ao dele, e trabalhou duro com seu trabalhador e servo. E não importava o que seu pai o mandava fazer, pois ele estava muito grato de poder trabalhar para ele e ser aceito de volta à família. E ele foi grato de coração para o resto da sua vida.
Mas e o filho mais velho? Ele achou que seu pai estava errado em receber de volta seu irmão. Aí ele pensou: “Todos esses anos eu tenho trabalhado duro para o meu pai, mas ele nunca fez uma festa para mim. Como ele pode fazer uma festa para meu irmão só porque ele voltou, já que ele saiu de casa por vontade própria?” E como são os pais? Eles gostam mais dos filhos mais obedientes e gratos a eles do que os filhos que não são assim. Já que nossos pais pensam assim, Deus deveria pensar diferente? Deus se agrada mais dos filhos que, como o filho pródigo, deixam sua própria justiça.
 
 

Nosso Maior Problema

 
Você e eu crescemos um pouco desde que recebemos a remissão de pecados. Qual nosso maior problema então? É que ainda temos muita justiça própria. Nosso maior problema é que ainda nos apegarmos muito às nossas virtudes.
Amados irmãos, devemos sempre servir ao evangelho. Servir ao evangelho é a única coisa que devemos fazer. É a única coisa com que devemos nos orgulhar. O que fizemos até agora foi muito bom, mas temos que continuar fazendo isso nos próximos anos. Não há virtude alguma no ser humano, assim como não há nenhuma justiça em nós. Quando nos vemos diante da verdade de Deus e examinamos a nós mesmos, vemos que todos nós não temos nada com que nos gloriarmos perante ele e nenhuma justiça. E já que somos assim, a única coisa que temos a fazer é servir ao evangelho do Senhor, que é sempre justo e correto.
Eu me preocupo muito se vocês ainda estão presos à sua própria justiça e com medo de perdê-la. Por mais que vocês tenham recebido a remissão de pecados, se vocês não deixarem sua própria justiça, ela vai anular a justiça de Deus e sua luta vai aumentar. E torçam para que sua própria justiça seja derrotada na batalha, pois caso contrário vocês terão um grande problema em sua vida. Portanto, temos que fazer a seguinte confissão de fé sempre que pudermos: “Senhor, eu sou como o filho pródigo. Não há justiça alguma em mim. E eu sou grato por tu teres feito alguém sem valor como eu seu servo.”
Satanás nos atacava por causa dos nossos pecados antes de nascermos de novo. Mas agora que nascemos de novo e não temos mais pecado no coração, nossa própria justiça é o que dá brecha para que ele nos ataque. Melhor dizendo, ele nos faz dizer isso para exaltarmos nossa própria justiça: “Eu recebi a remissão de pecados, mas ainda acho que o meu jeito é o certo.” É assim que Satanás nos leva a exaltar nossa própria justiça. E o que acontecerá se cedermos à sua tentação? Nós acabaremos mantendo nossa própria justiça, e quando isso acontecer, vamos desprezar nossos pais na fé que receberam a remissão de pecados antes de nós. Acabaremos desprezando-os totalmente e diremos: “Eles não são melhores do que eu. Na verdade, eles são piores do que eu!” E no que isso resultará? A consequência natural disso é que teremos sérios problemas em nossa vida de fé.
Os que se acham muito justos veem a anulação da sua fé como sua própria morte. Na verdade, quando sua justiça é de fato aniquilada, a justiça de Deus é exaltada e eles começam a entender que o Senhor é mais justo, e passam a amá-lo e adorá-lo mais. Mas já que não conhecem essa verdade, eles veem o fim da sua justiça como a sua própria morte. De fato, quando nós os remidos vemos nossa justiça ser anulada, Satanás tenta nos levar a sentir que estamos morrendo. Por isso que Satanás tenta nos fazer ficar preocupados com que acontecerá quando nossa justiça for anulada.
O que acontecerá se formos enganados pela tentação de Satanás? Os que caírem nessa armadilha ficarão desesperados toda vez que sua justiça for anulada, e assim sua vida de fé estará acabada. Contudo, amados irmãos, a verdade está muito longe disso. Vejam por si mesmos o que acontece quando sua justiça é anulada. Quando nossa justiça é anulada, exaltamos somente o Senhor e o amamos ainda mais. E o que acontece depois disso? Já que passamos a amar mais a Deus do que a nós mesmos, servimos mais a ele do que a nós, nos apegamos a ele de todo o nosso coração, damos a ele toda a glória e nosso coração passa a ser um só com ele.
Os que reconhecem suas falhas é que exaltam o Senhor mais do que a si mesmos, não os que são cheios da sua própria virtude. Esta é a verdade. Só o Senhor é nosso tesouro mais valioso e o único que é justo. Todos neste mundo precisam deixar sua própria justiça se quiserem seguir o Senhor. Os que acham que são virtuosos e perfeitos, e que se gloriam por causa da sua própria justiça, jamais poderão seguir o Senhor.
 
 

Depois de Nos Salvar, o Senhor Aniquilou Nossa Própria Justiça

 
Deus nos permite passar por muitas lutas, enfrentar nossas fraquezas, a fim de vir nos socorrer em momentos difíceis. Ao fazer isso, ele acaba totalmente como nosso ego. A priori, nós tentamos resistir, mas acabamos nos rendendo no fim. Quando nossa justiça é totalmente anulada, começamos a ver o Senhor ser exaltado. Como disse Jó: “Com o ouvir dos meus ouvidos ouvi, mas agora te vêem os meus olhos”, temos que exaltar sempre o Senhor e de todo o nosso coração. Em outras palavras, quando nosso coração é quebrantado e nossa justiça, anulada, temos que confiar totalmente no Senhor e exaltá-lo com toda sinceridade.
Os mais sábios são aqueles que não demoram muito para entender seu verdadeiro eu, mesmo não tendo as experiências que tivemos. São aqueles que entendem e creem logo que a salvação do Senhor é o que há de mais precioso e ele é nosso amado Deus. Todos nós temos que nos apegar à nossa fé no Senhor. Temos que servir a ele com essa fé. Temos que exaltá-lo enquanto o servimos. Melhor dizendo, temos que exaltar o Senhor sempre que nos reunirmos, adorá-lo, glorificá-lo e orar sempre a ele. A todo o momento e onde quer que seja, temos que nos humilhar perante o Senhor e sempre exaltá-lo em nossa vida.
Assim como adoramos o Senhor e o glorificamos quando nos reunimos na igreja, temos que fazer isso sozinhos também, e agir assim ao longo da nossa vida de fé. Isso quer dizer que devemos ser pessoas totalmente destituídas da sua própria justiça, que a deixaram para trás, como o filho pródigo do texto bíblico deste capítulo. “Não há virtude alguma em mim. E se há alguma virtude é que eu creio que o Senhor me salvou. Eu creio que o Senhor me salvou com a água e o sangue. O Senhor me fez alguém sem pecado. Eu não tenho pecado. E eu não tenho pecado porque o Senhor me fez alguém sem pecado.” Temos que ser pessoas que creem assim, se gloriam no Senhor e o seguem confiando totalmente nele.
Amados irmãos, vocês entendem como é precioso nós servirmos ao Senhor? E esta é uma obra que não tem preço. Servir ao Senhor, ao evangelho, dar ofertas a ele e apoiar o ministério do evangelho–o preço de tudo isso é incalculável. É por isso que aquele que estamos servindo é muito precioso. Cada uma destas coisas é preciosa porque estamos servindo a este Deus exaltado e ao seu precioso evangelho. Já que Deus é infinitamente exaltado e é uma grande honra para nós termos sido salvos por ele com a água e o sangue, até as pequenas coisas que fazemos para servi-lo são muito preciosas.
Dê uma olhada ao redor. Há um restaurante no primeiro andar do prédio da nossa igreja. Eu ouvi que algumas pessoas muito pobres vieram aqui recentemente. E parece que muitos ficaram bêbados e causaram uma grande confusão. E não há como descrever o que os donos e os clientes fizeram na hora. Mas vocês acham que eles são muito diferentes de nós que estamos adorando o Senhor no andar de cima? Não. Para ser bem sincero, somos iguais a eles. Vocês entendem o que eu estou dizendo? O que eu quero dizer é que no que diz respeito à carne, não há nenhuma diferença entre aqueles que estão sentados lá embaixo no restaurante e nós.
Será que carnalmente somos diferentes deles? Não. Qual a diferença daqueles que bebem ‘escondidos’ no restaurante lá embaixo e nossos irmãos? Carnalmente eles são diferentes de nós? Não, não são. É claro que não podemos ser como os gentios. Mas somos seres humanos carnais como todos eles. Ao vermos os clientes do restaurante, devemos entender que não somos diferentes deles em nossa carne. Temos que admitir que também somos seres humanos. Sendo assim, não é problema algum para mim pastorear uma igreja em cima de um restaurante assim. E acho que os clientes do restaurante são iguais a mim no que diz respeito à nossa carne.
É assim que eu penso quando vejo as pessoas vindo para o restaurante: “Eu sou alguém que serve apenas ao Senhor, pois não tenho mais nada do que me gloriar e ninguém mais para servir. E eu não posso deixar de servir ao Senhor, pois ele é a pessoa mais preciosa que tem que ser servida por mim. Mas vocês servem ao seu corpo porque ainda não conhecem este Senhor. Vocês servem somente às suas bocas.” E esta é a única diferença; no resto somos todos iguais. Se olharmos por um lado carnal, eles e nós somos iguais. Pense nisso! Se o Senhor não habitasse em nós, e se olhássemos para nós mesmos e o deixássemos de lado, haveria alguma justiça em nós? Haveria algo com virtude em nós? Certamente não haveria nada disso.
Por vezes eu fico temeroso de me chamar muito justo por estar levando uma vida de retidão. Eu fico com medo de estes meus pensamentos se tornarem minha própria justiça. Eu às vezes também olho para as pessoas com desprezo e penso: “Eu sou mais justo do que estas pessoas. Como pode alguém me comparar com elas?” Mas eu então percebo meu erro e anulo minha própria justiça pensando: “Ainda há soberba em meu coração.” Eu anulo minha própria justiça e volto meu coração para Deus, dizendo a mim mesmo: “Elas e eu somos seres humanos. E todo ser humano é igual. A única diferença é que eu aceitei o Senhor, e ele me salvou, me concedeu a graça da sua salvação e me deu o Espírito Santo. Fora isso, no que sou diferente dessas pessoas?”
Amados irmãos, lembrem-se bem disso: não há justiça alguma em nós. E já que não temos nenhuma justiça, o Senhor teve que nos salvar, nos tornar sem pecado e nos dar este evangelho. O que eu quero que vocês entendam bem aqui é que a única justiça que temos é a justiça do Senhor. E eu aconselho vocês a glorificar o Senhor. Eu quero que vocês entendam que nós servimos ao Senhor justamente porque não há nada mais digno neste mundo do que fazer isso. Na verdade, se eu tivesse alguém mais para servir, eu o serviria, mas eu não posso servir a mais ninguém porque esta pessoa não existe. Se houvesse alguma virtude em mim, eu seguiria a mim mesmo. Mas não há virtude alguma em mim, e é por isso que eu sirvo só ao Senhor, que é bom. Embora sejamos falhos, temos que servir, entender e adorar somente o Senhor em nossa vida. Esta é a vida que devemos levar como cristãos.
Dos dois filhos citados no texto bíblico deste capítulo, qual agradou mais o pai? O filho mais novo. Por ter anulado sua própria justiça, ele alegrou muito seu pai. Ele fez tudo que seu pai lhe mandou fazer. Sempre que seu pai lhe mandava fazer algo, ele fazia exatamente o que ele havia mandado e de bom grado. Ele fazia tudo para seu pai como se fosse para si mesmo justamente porque não tinha justiça própria.
Mas e o filho mais velho? Sempre que seu pai pedia algo, ele queria fazer do seu jeito. Ele não gostava de agradar seu pai. Jamais devemos ser como este filho. O Senhor salvou a mim e a você. E ele quer que este evangelho seja pregado para que todos creiam nele. Ele quer que todos venham para a Igreja de Deus. Amados irmãos, o Senhor tirou todos os nossos pecados e apagou todos eles. Ele remiu todos eles. Foi assim que ele nos salvou e quer salvar a todos também.
Amados irmãos, devemos servi-lo como servos. Veja o filho mais novo. Ele disse: “Já não sou digno de ser chamado teu filho; faze-me como um dos teus trabalhadores.” Temos que ter um coração disposto como o do filho pródigo. Isso quer dizer que embora sejamos mestres no que diz respeito ao poder da fé, devemos ter um coração disposto quando pensarmos na graça do Senhor.
Queiramos nós ou não, nossa própria justiça tem que ser anulada. E todos cuja própria justiça foi anulada têm que guardar a justiça do Senhor. Temos que guardar o evangelho pelo qual fomos feitos sem pecado. E temos que servir apenas a este evangelho. Mas aqueles cuja própria justiça ainda não foi anulada, mesmo depois de serem salvos, precisam entender pela fé agora que não possuem justiça alguma. Eles precisam reconhecer isso. Se não reconhecerem isso, eles continuarão tendo problemas em sua vida e reclamando ainda mais.
Temos que seguir o Senhor fielmente pela fé então, viver pela fé, pregar o evangelho a todas as almas pela fé, e guiar estas pessoas ao Senhor pela fé. Temos que ser pessoas justas assim, que vivem pela fé. Não devemos nos exaltar pela nossa própria virtude. Ao invés disso, devemos exaltar a virtude do Senhor e a sua honra. Devemos nos orgulhar justamente pela nossa falta de virtude, pela nossa humildade e pela glória do Senhor. Todos nós temos que ser pessoas assim. E aqueles que desejam seguir o Senhor é que precisam ser pessoas assim mais ainda.
Amados irmãos, temos algo com que nos exaltar senão com o evangelho do Senhor? Não, não temos. É pela graça e pelas bênçãos do Senhor que podemos servir a ele depois que recebemos a remissão de pecados. E isso é algo que não vem de nós. Ao contrário, é algo que somente o Senhor nos dá. É o Senhor que nos usa como seus servos. No texto bíblico deste capítulo, o Senhor recebe o filho pródigo com alegria. E foi assim que vocês e eu achamos graça diante do Senhor. E na verdade, não temos nada com que nos exaltar senão no Senhor. Depois que eu tive um encontro com o Senhor, quanto mais eu vivo para ele, mais eu reconheço claramente que não tenho nada do que me exaltar. Eu não tenho mais razão de viver para mim mesmo. E quanto mais o tempo passa, mais minhas falhas são expostas e mais o Senhor é exaltado. No fim é isso o que importa.
Nós temos algo com que nos exaltar como o Senhor deve ser exaltado? É claro que vocês vão dizer que não. Mas há pensamentos escondidos em nós que nos levam a guardar nossa própria justiça. Temos que deixar até estes pensamentos. Nós só temos praticado a justiça e a retidão porque o Senhor tem nos esforçado. Se o Senhor não nos desse forças, se ele não nos confiasse sua obra, se ele não nos abençoasse para o servirmos, se ele não tivesse nos dado a fé correta, como poderíamos servi-lo? Não é pelas nossas próprias forças e virtudes que servimos ao Senhor. É porque ele mesmo nos permite servi-lo, nos deu a Igreja de Deus e nos confiou sua obra por meio dela. A verdade é que eu sou apenas um de seus muitos servos. E isso significa que vocês e eu não somos diferentes.
Eu estava descansando devido à minha saúde debilitada e só voltei à igreja recentemente. E já que minha saúde não é muito boa, eu não tenho nada do que me gloriar. É por isso que eu quero me gloriar no Senhor cada vez mais; é a única coisa que eu tenho a fazer. Eu sou grato pelo Senhor ter tirado meus pecados, e meu único desejo é pregar este evangelho que tira os pecados no mundo inteiro. O Senhor colocou este desejo no meu coração. Eu sou muito grato pelo Senhor ter me feito uma pessoa que sempre confessa suas falhas, que não tem nada mais do que se gloriar senão na sua justiça. E o meu desejo é que vocês sejam pessoas assim também. E Deus no futuro fará de vocês pessoas assim.
Amados irmãos, eu aconselho todos vocês de todo o meu coração a não se orgulhar da sua própria virtude. Se ainda há alguma virtude em vocês, guarde-a para vocês. Nunca se glorie dela com os outros. Se vocês vivem mesmo para o Senhor, saibam então que ele tem abençoado vocês pela sua graça. Devemos glorificar o Senhor assim então. Todos nós temos que viver para ele.
 
 

O Fim do Mundo Está Próximo

 
Amados irmãos, se guardarmos nossas virtudes, todas elas ruirão com este mundo acabar. Devemos glorificar o Senhor ao invés de nós mesmos então. Temos que nos lembrar o quanto o Senhor nos glorificou em nossa vida, o quanto ele fez por nós, e o quanto ele usou da sua graça para nos vestir. Meu mais sincero desejo é que todos nós vivamos pela fé assim. Eu não quero de modo algum ser como o filho mais velho do texto bíblico deste capítulo. O filho pródigo é aquele que devemos imitar, porque embora tenha ido para o mundo, depois voltou para Deus.
O que acontece quando recebemos a remissão de pecados e começamos a levar uma vida de fé? Nossas fraquezas e falhas não são ainda mais expostas quanto mais levamos nossa vida de fé? Talvez nossas fraquezas e falhas não tenham sido tão expostas assim antes, mas elas não estão sendo todas reveladas agora? O que vamos fazer então, tentar impedir que elas sejam reveladas? Vamos tentar cobrir nossas falhas com aquilo que há de melhor em nós ou glorificarmos o Senhor? Nós não devemos seguir o Senhor pela fé e adorá-lo?
Não vamos ser libertos tentando consertar nossas falhas e ser perfeitos. A única forma de sermos libertos é reconhecendo nossas falhas, confiando no Senhor e o seguindo. É só desta forma que seremos libertos e darmos toda a glória a Deus. Sendo assim, Todos nós temos que viver pela fé na verdade, sabendo que não há justiça alguma em nós, e que tudo que temos é a justiça de Deus.